terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quiet Music.

Dionísio andava pelas ruas de Porto Alegre tentando encontrar o homem que lhe vendia a felicidade. Precisava encontrá-lo. Valerie havia cortado o seu coração. Ela decididamente não o amava mais. Ele sabia que não tinha entendido errado a série de pinturas que ela tinha feito na semana anterior. Maldita mania que as pessoas que ele admira têm de deixar as coisas subentendidas a ponto de alucinar algumas cabeças.

“Como eu faço pra ter Valerie de volta? Todas as coisas que ela me dizia eram mentira? Será que eu realmente entendi o que ela queria dizer com os quadros? Será que ela queria dizer alguma coisa com os quadros? Existem coisas que eu jamais vou saber, a menos que eu pergunte. Tentar adivinhar o que se passa na cabeça dela, só vai me fazer ficar pior. Afinal de contas, sou forte, se não puder ter Valerie vou esquecê-la. Se me apaixonei em duas horas, posso me desapaixonar em duas horas, duas horas e meia, talvez. Valerie, quero te ver só pra te esquecer. Esquecer teu beijo, rosto, gesto, realidade, tua lagrima, dor e mistério.”

(Trecho de uma página arrancada do diário de Dionísio.)


8 comentários:

  1. Mas e se Valerie ainda amar Dionísio?

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  2. "Existem coisas que eu jamais vou saber, a menos que eu pergunte". É, então Dionísio deve ter perguntado mesmo.

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  3. Na verdade o Dionísio não sabe se a Valerie ama ou não.

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  4. As vezes as coisas são mais simples do que se parecem. Diz pro Dionísio falar com a Valerie, derrepente eles encontram o tal homem que vende a felicidade.

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  5. Ja inventei o fim dessa história. Aguarde!

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  6. É, tenho que ficar pro final, tô bem curiosa!

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