segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Deus está Morto.

Ele gostava de Rock, de literatura, Nietzsche, de história e de Ernesto. Acredita em um deus de olhos azuis que usara heroína e suicidara-se. Queria conhecer o mundo. Tinha algo para dizer, não importando qual o assunto tratado, sempre tinha opinião formada. Vinte anos do signo de Áries. Andou doente por uns tempos.
Ultimamente os dias estavam diferentes. Percebia uma coragem que ainda não conhecia. Não se preocupava com o que as pessoas pensariam de seus atos, desde que tinha dez anos de idade. Recentemente mandara pro inferno grande parte da sua (pseudo) vida social. Tomara algumas atitudes, faz questão de enfatizar que elas estão corretas, mas não com a intenção de se auto-convencer disto. Há algum tempo acordava todo santo dia mais aliviado e pleno. Por vezes olhava fotos de um passado recente e longínquo. Sabia que a vontade de chorar era normal. Não escondia nada de ninguém, por isso tinha um mundo portátil. Gostava da frase “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”, de Ernesto. Ele chamava-se Dionísio.

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